quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

domingo, 25 de janeiro de 2015

MÃE DIVINA - CORTANDO OS ELOS COM O PASSADO





Façam esse exercício com muita fé e consciência e assim serão liberados, amados e abençoados.

QUE ASSIM SEJA. e ASSIM É. AMEM!!!

sábado, 24 de janeiro de 2015

CONSCIÊNCIA E CENTRAMENTO



"Primeiro é preciso entender o que significa consciência. 
Você está andando na rua. Está consciente de muitas coisas — das lojas, das pessoas que passam por você, do tráfego, de tudo. Está ciente de muitas coisas, menos de uma — você mesmo. 

Você está andando na rua, consciente de muitas coisas e esquecido de si mesmo!  Essa consciência do eu George Gurdjiefif chamou de “lembrança de si mesmo”. 

Ele dizia: “Constantemente, onde quer que você esteja, lembre-se de si mesmo.” Não importa o que esteja fazendo, nunca deixe de fazer outra coisa interiormente: ficar consciente do que estiver fazendo.

Você está comendo — fique consciente de si mesmo. Está caminhando — fique consciente de si mesmo. Está ouvindo, está falando — fique consciente de si mesmo. Quando estiver com raiva, fique consciente de que está com raiva. Essa lembrança constante de si mesmo cria uma energia sutil, uma energia muito sutil dentro de você. Você começa a ser um ser cristalizado.
Na maior parte do tempo, você é só um saco vazio! Nenhuma cristalização, nenhum centro de verdade — só liquidez, só uma combinação ao acaso de muitas coisas sem nenhum centro. Uma multidão, em constante mudança, mas sem ninguém que a comande. 

A consciência é o que faz de você o comandante do navio — e quando eu digo comandante não quero dizer alguém que detenha o comando. Quero dizer uma
presença — uma presença contínua. Sempre que estiver fazendo alguma coisa, ou não estiver fazendo nada, uma coisa tem de ser constante na sua consciência: que você é.

O simples sentimento de si mesmo, e de que esse si mesmo é, cria um centro — um centro de calma, um centro de silêncio, um centro de comando interior. Trata-se de um poder interior. E quando eu digo “poder interior” quero dizer literalmente isso. É por isso que Buda fala do “fogo da consciência” — ela é um fogo. Se começar a ficar consciente, você começará a sentir uma energia nova em você, um fogo, uma vida nova. E, por causa dessa vida nova, desse poder, dessa energia, muitas coisas que dominavam você se dissipam. Você não tem de lutar contra elas.

Você tem de lutar contra a sua raiva, contra a sua ganância, contra o sexo,
porque você é fraco. Portanto, na verdade, a ganância, a raiva, o sexo não são o problema, a fraqueza é o problema. 

Quando você começar a ficar mais forte interiormente, com um sentimento de
presença interior — de que você é —, suas energias ficam concentradas, cristalizadas num único ponto, e nasce um eu. Veja, não nasce um ego, nasce um eu. 

O ego é um sentido falso de eu. Mesmo sem ter um eu, você continua acreditando que você é um eu — que na verdade é o ego. Ego significa falso eu — você não é um eu, embora acredite que seja.(...)
O ego é uma noção falsa de algo que ainda nem sequer existe. “Eu” significa um centro que pode prometer. Esse centro é criado pelo ser que está continuamente alerta, constantemente consciente. Tenha consciência de que você está fazendo algo — de que está sentado, de que agora você vai dormir, de que o sono está chegando, que você está caindo no sono. Tente ficar consciente o tempo todo e então você começará a sentir que nasce dentro de você um centro; as coisas começaram a se cristalizar, ocorre um centramento. Tudo passa a se relacionar com esse centro."

Osho em Consciência: A Chave Para Viver em Equilíbrio



MENSAGEM DO DR. BEZERRA DE MENEZES ....( ESPIRITISMO )



Filhas e filhos da alma!

Abençoe-nos o Senhor com a Sua paz.
Estes são dias de turbulência.

A sociedade terrestre, com a inteligência iluminada, traz o coração despedaçado pela angústia do ser existencial. Momento grave na historiografia do processo evolutivo, quando se operam as grandes mudanças para que se alcance a plenitude na Terra, anunciada pelos Espíritos nobres e prometida por Jesus.

Nosso amado planeta, ainda envolto em sombras, permanece na sua categoria de inferioridade, porque nós, aqueles que a ele nos vinculamos, ainda somos inferiores, e à medida que se opera nossa transformação moral para melhor, sob a égide de Jesus, nosso Modelo e Guia, as sombras densas vão sendo desbastadas para que as alvíssaras de luz e de paz atinjam o clímax em período não muito distante.

Quando Jesus veio ter conosco, a Humanidade experimentava a grande crise de sujeição ao Império Romano, às suas paixões totalitárias e aos interesses mesquinhos de governantes arbitrários. O Espiritismo, a seu turno, instalando-se no planeta, enfrenta clima equivalente em que o totalitarismo do poder arbitrário de políticas perversas esmaga as aspirações de enobrecimento das criaturas humanas e, por consequência, o ser, que se agita na busca da plenitude, aturde-se e, confundindo-se, não sabe como vivenciar as claridades libertadoras do Evangelho.

Com a conquista do conhecimento científico e o vazio existencial, surgem as distrações de vário porte para poder diminuir a ansiedade e o desespero. Naturalmente, essa manifestação de fuga da realidade interfere no comportamento geral dos seareiros da Verdade que, nada obstante, considerando serem servidores da última hora, permitem-se os desvios que lhes diminuem a carga aflitiva.

Tende, porém, bom ânimo, filhas e filhos do coração!

É um momento de siso, de decisões, para a paz no período do porvir.
Recordai-vos de que o Cristianismo nascente experimentou também inúmeras dificuldades. A palavra revolucionária do apóstolo Paulo, a ruptura com as tradições judaicas ainda vigentes na igreja de Jerusalém geraram a necessidade do grande encontro, que seria o primeiro debate entre os trabalhadores de Jesus que se espalhavam pelo mundo conhecido de então.

No momento grave, quando uma ruptura se desenhava a prejuízo do Bem, a humildade de Simão Pedro, ajoelhando-se diante da voz que clamava em toda parte a Verdade, pacificou os corações e o posteriormente denominado Concílio de Jerusalém se tornou um marco histórico da união dos discípulos do Evangelho.

Neste momento de desafio e de conflitos de todo porte, é natural que surjam divergências, opiniões variadas, procurando a melhor metodologia para o serviço da Luz. O direito de discordar, de discrepar, é inerente a toda consciência livre. Mas, que tenhamos cuidado para não dissentir, para não dividir, para não gerar fossos profundos ou abismos aparentemente intransponíveis. Que o espírito de união, de fraternidade, leve-nos todos, desencarnados e encarnados, à pacificação, trabalhando essas anfractuosidades para que haja ordem em nome do progresso.

O amor é o instrumento hábil para todas as decisões. Desarmados os corações, formaremos o grupo dos seres amados do ideal da Era Nova.

Nunca olvideis que o mundo espiritual inferior vigia as nascentes do coração dos trabalhadores do Bem e, ante a impossibilidade de os levar a derrocadas morais, porque vigilantes na oração e no trabalho, pode infiltrar-se, gerando desequilíbrio e inarmonias a benefício das suas sutilezas perversas e a prejuízo da implantação da Era Nova sob o comando do Senhor.

Nunca olvidemos, em nossas preocupações, que a Barca terrestre tem um Nauta que a conduz com segurança ao porto da paz.

Prossegui, lidadores do Bem, com o devotamento que se vos exige de fazerdes o melhor que esteja ao vosso alcance, em perfeita identificação com os benfeitores da Humanidade, especialmente no Brasil, sob a égide de Ismael, representando o Mestre inolvidável.

Venceremos lutando juntos, esquecendo caprichos pessoais, de imposições egotistas, pensando em todos aqueles que sofrem e que choram, que confiam em nossa fragilidade e aguardam o melhor exemplo da nossa renúncia em favor do Bem, do nosso devotamento em favor da caridade, da nossa entrega em novo holocausto.

Já não existem as fogueiras, nem os empalamentos. Os circos derrubaram as suas muralhas e agora expandem as suas fronteiras por toda a Terra, mas o holocausto ainda se faz necessário. Sacrificai as próprias imperfeições, particularmente neste sesquicentenário de evocação da chegada do Evangelho à Terra, decodificado pelos Imortais.

Recordai também, almas queridas, que o Espiritismo é, sem qualquer contradita, o Cristianismo que não pôde ser consolidado e que esteve na sua mais bela floração nos trezentos primeiros anos, antes das adulterações nefastas, e que foi Jesus quem o denominou Consolador.

Este Consolador sobreviverá a todas as crises e quando, por alguma circunstância, não formos capazes de dignificá-lo, a irmã morte arrebatará aqueles que não correspondem à expectativa do Senhor da 
Vinha, substituindo-os por outros melhormente habilitados, mais instrumentalizados para os grandes enfrentamentos que já ocorrem na face do planeta.

Todos sabemos que a transformação moral de cada indivíduo é penosa, de longo curso, por efeito do atavismo ancestral, e que a Lei dispõe do recurso dos exílios coletivos para apressar a chegada da Era Nova.

Abençoados servidores!

Abençoadas servidoras da Causa! Amai! Amai com abnegação e espírito de serviço a Doutrina de santificação, para que os vossos nomes sejam escritos no livro do reino dos Céus e possais fruir de alegrias, concluindo a etapa como o apóstolo das gentes, após haverdes lutado no bom combate.

Os mentores da brasilidade, neste momento grave por que também passa o nosso país, assim como o planeta, estão vigilantes.

Permiti-vos ser por eles inspirados e saí entoando o hino do otimismo e da esperança, diluindo a treva, não fixando o medo nem a sombra, que por momento domina muitas consciências. Não divulgando o mal, somente expondo o bem, para que a vitória não seja postergada.

E ide de volta, seareiros da luz! O mundo necessita de Jesus, hoje mais do que ontem, muito mais do que no passado, porque estamos a caminho da intuição, após a conquista da razão, para mantermos sintonia plena com 
aquele que é o nosso Guia de todos os dias e de todas as horas.

Muita paz, filhas e filhos do coração!
São os votos do servidor humílimo e paternal, em nome dos obreiros da seara de todos os tempos, alguns dos quais aqui conosco nesta hora.

Muita paz!...

Pelo Espírito Bezerra de Menezes - Psicofonia pelo médium Divaldo Pereira Franco, no encerramento da Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional, em Brasília, DF, na manhã de domingo, em 9 de novembro de 2014.


Fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil

SEU EU SUPERIOR SABE O QUE É MELHOR PARA VOCÊ


Seu Eu Superior sabe o que é melhor para você. Quem somos? Por que estamos aqui? Quais são as suas convicções na vida? Durante milhares de anos, a busca das respostas para estas questões significou ir para dentro. Mas o que significa isso?

Acredito num Poder dentro de cada um de nós que nos pode conduzir com amor a uma saúde perfeita, aos relacionamentos perfeitos, às carreiras perfeitas e que nos pode proporcionar toda a espécie de prosperidade. Para alcançarmos esses resultados, temos primeiro que acreditar que isso seja possível. Temos também que estar preparados para nos libertarmos dos padrões nas nossas vidas que causam as condições que dizemos não desejar. Podemos fazê-lo progredindo para dentro, conectando-nos ao Poder Interior que sabe o que é melhor para nós. Se estivermos preparados para entregar as nossas vidas a esse Poder superior dentro de nós, o Poder que nos ama e sustem, podemos trazer mais amor e prosperidade às nossas vidas.

Creio na ligação constante entre as nossas mentes e uma Mente Infinita. Como consequência, todo o conhecimento e sabedoria estão permanentemente disponíveis. Estamos ligados a esta Mente Infinita, este Poder Universal que nos criou, através dessa centelha de luz interior, o nosso Eu Superior, ou o Poder interior. O Poder Universal ama todas as Suas criações. É um Poder do bem que tudo rege nas nossa vidas. Não conhece o ódio ou a mentira ou o castigo. É amor puro, liberdade, compreensão e compaixão. É importante entregarmos as nossa vidas ao Eu Superior porque é através Dele que recebemos o nosso bem.

É necessário compreendermos que temos a escolha de utilizar este Poder de qualquer forma. Se escolhermos viver no passado e remoer todas as situações e condições negativas que então ocorreram, nesse caso não saímos de onde estamos. Se pelo contrário decidirmos conscientemente não ser vítimas do passado e tomarmos a cargo a construção de uma nova vida, esse Poder interior concede-nos todo o apoio e novas experiências felizes começam a desenrolar-se. Não acredito em dois poderes. Penso que existe um Espírito Infinito. É demasiado fácil dizer “É o diabo” ou eles. Somos nós apenas e, ou utilizamos o poder que temos com sabedoria, ou o desperdiçamos. Será que temos o diabo nos nossos corações? Condenamos os outros por serem diferentes de nós? O que é que estamos a escolhendo?

Também creio que contribuímos com os nossos pensamentos, padrões de sentimentos, para a criação de toda e qualquer situação na nossa vida, boa ou má. Os pensamentos criam os sentimentos e vivemos as nossas vidas de acordo com esses sentimentos e convicções. Isto não quer dizer que tenhamos de nos culpar por tudo o que correu mal nas nossas vidas. Há uma grande diferença entre ser responsável e culpar-nos ou aos outros.

Quando me refiro a responsabilidade, na verdade estou falando sobre ter poder. A culpa é um processo de desistência do poder. A responsabilidade atribui-nos o poder de introduzir mudança nas nossas vidas. Se fizermos o papel da vítima, estamos a utilizar o nosso poder pessoal para nos tornarmos indefesos. Se decidirmos aceitar a responsabilidade não perdemos tempo culpando ninguém ou uma coisa qualquer. Algumas pessoas sentem-se culpadas pela doença, a pobreza ou os problemas que surgem. Interpretam a responsabilidade como culpa. Estas pessoas sentem-se culpadas por julgarem que falharam em alguma coisa. No entanto, de uma maneira ou outra, aceitam tudo como uma onda de culpa, porque essa é apenas mais uma maneira de se enganarem. Mas não é disso que estou dizendo.

Se aproveitarmos os nossos problemas e doenças como oportunidades para pensar sobre como mudar as nossas vidas, então temos poder. Muitas pessoas que atravessaram períodos catastróficos de doença afirmam que as implicações desse acontecimento foram maravilhosas, ao proporcionar-lhes a hipótese de olhar para a vida de uma maneira diferente. Por outro lado, muita gente vai por aí chorando “Sou uma vítima, coitado de mim. Por favor, doutor, cure-me.” Penso que vai ser muito difícil estas pessoas curarem-se ou resolverem os seus problemas.

Responsabilidade é a nossa capacidade de reagir a uma situação. Temos sempre escolha. Isto não quer dizer que neguemos quem somos e o que temos nas nossas vidas. Significa tão somente que podemos reconhecer que contribuímos para estar onde estamos. Assumindo a responsabilidade, temos o poder de mudar.


 Louise L. Hay

A ILUMINAÇÃO



Existe uma Vida Única, eterna e sempre presente, além das inúmeras formas de vida sujeitas ao nascimento e à morte. Muitas pessoas empregam a palavra Deus para descrevê-la, outras costumam chamá-la de Ser. Costumo utilizar a palavra “Ser”, pois, tem a vantagem de sugerir um conceito aberto. Não reduz o invisível infinito a uma entidade finita. É impossível formar uma imagem mental a esse respeito. Ninguém pode reivindicar a posse exclusiva do Ser. É a sua essência, tão acessível como sentir a sua própria presença. Portanto, a distância é muito curta entre a palavra “Ser” e a vivência do Ser.

O SER NÃO ESTÁ apenas além, mas também dentro de todas as formas, como a mais profunda, invisível e indestrutível essência interior. Isso significa que ele está ao seu alcance agora, sob a forma de um eu interior mais profundo, que é a verdadeira natureza dentro de você. Mas não procure apreendê-lo com a mente. Não tente entendê-lo.

Só é possível conhecê-lo quando a mente está serena. Se estiver alerta, com toda a sua atenção voltada para o Agora, você até poderá sentir o Ser, mas jamais conseguirá compreendê-lo mentalmente.

Recuperar a consciência do Ser e submeter-se a esse estado de “percepção dos sentidos“ é o que se chama iluminação.

A palavra iluminação transmite a ideia de uma conquista sobre-humana – e isso agrada ao ego – mas é simplesmente o estado natural de sentir-se em unidade com o Ser. E um estado de conexão com algo imensurável e indestrutível. Pode parecer um paradoxo, mas esse “algo” é essencialmente você e, ao mesmo tempo, é muito maior do que você. A iluminação consiste em encontrar a verdadeira natureza por trás do nome e da forma.

A incapacidade de sentir essa conexão dá origem a uma ilusão de separação, tanto de você mesmo quanto do mundo ao redor. Quando você se percebe, consciente ou inconscientemente, como um fragmento isolado, o medo e os conflitos internos e externos tomam conta da sua vida.

O maior obstáculo para vivenciar essa realidade é a identificação com a mente, o que faz com que estejamos sempre pensando em alguma coisa. Ser incapaz de parar de pensar é uma aflição terrível, mas ninguém percebe porque quase todos nós sofremos disso e, então, consideramos uma coisa normal. O ruído mental incessante nos impede de encontrar a área de serenidade interior, que é inseparável do Ser. Isso faz com que a mente crie um falso eu interior que projeta uma sombra de medo e sofrimento sobre nós.

A identificação com a mente cria uma tela opaca de conceitos, rótulos, imagens, palavras, julgamentos e definições, que bloqueia todas as relações verdadeiras.

Essa tela se situa entre você e o seu eu interior, entre você e o próximo, entre você e a natureza, entre você e Deus. É essa tela de pensamentos que cria uma ilusão de separação, uma ilusão de que existem você e um “outro” totalmente à parte. Esquecemos o fato essencial de que, debaixo do nível das aparências físicas, formamos uma unidade com tudo aquilo que é.

Se for usada corretamente, a mente é um instrumento magnífico. Entretanto, quando a usamos de forma errada, ela se torna destrutiva. Para ser ainda mais preciso, não é você que usa a sua mente de forma errada. Em geral, você simplesmente não usa a mente. É ela que usa você. Essa é a doença. Você acredita que é a sua mente. Eis aí o delírio. O instrumento se apossou de você.

É quase como se algo nos dominasse sem termos consciência disso e passássemos a viver como se fôssemos a entidade dominadora.

A LIBERDADE COMEÇA quando você percebe que não é a entidade dominadora, o pensador. Saber disso permite observar a entidade. No momento em que você começa a observar o pensador, ativa um nível mais alto de consciência.

Começa a perceber, então, que existe uma vasta área de inteligência além do pensamento e que este é apenas um aspecto diminuto da inteligência. Percebe também que todas as coisas realmente importantes, como a beleza, o amor, a criatividade, a alegria e a paz interior, surgem de um ponto além da mente.

Você começa a acordar.


ECKHART TOLLE

HÁ DOIS CAMINHOS ATÉ A VERDADE SUPREMA.




O primeiro é o da auto-cultivação e o segundo é o da iluminação. O primeiro é basicamente errado. Ele apenas parece ser um caminho, mas não é. O indivíduo anda em círculos, mas nunca chega a lugar algum. O segundo não parece ser um caminho porque não há espaço para caminho quando uma coisa acontece instantaneamente, quando uma coisa acontece imediatamente. Quando uma coisa acontece sem levar tempo algum, como pode haver um caminho?

Este paradoxo tem que ser compreendido com a maior profundidade possível: o primeiro parece ser um caminho, mas não é; o segundo não parece ser um caminho, mas é. O primeiro parece ser um caminho porque há tempo infinito; é um fenômeno temporal. Mas qualquer coisa que aconteça no tempo não pode conduzir você além do tempo; qualquer coisa que aconteça no tempo só fortalece o tempo.

Tempo significa mente. O tempo é uma projeção da mente. Ele não existe; é só uma ilusão. Só o presente existe - e o presente não é parte do tempo. O presente é parte da eternidade. O passado é tempo, o futuro é tempo; ambos são não existenciais. O passado é apenas memória e o futuro é apenas imaginação; memória e imaginação, ambas são não existenciais. Nós criamos o passado porque nos apegamos à memória; o apego à memória é a fonte do passado. E nós criamos o futuro porque temos muitos desejos ainda por satisfazer; temos muita imaginação ainda a ser realizada. E os desejos precisam de um futuro como uma tela sobre a qual eles possam ser projetados.

Passado e futuro são fenômenos da mente; e passado e futuro criam toda a ideia que você tem do tempo. Normalmente, você acha que o tempo tem três divisões: passado, presente e futuro. Isso é totalmente errado. Não é assim que aqueles que despertaram vêem o tempo. Eles dizem que o tempo consiste só em duas divisões, passado e futuro. O presente não faz parte do tempo; o presente pertence ao além.

O primeiro caminho - o caminho da auto-cultivação - é um caminho do tempo; nada tem  a ver com a eternidade.
O segundo caminho - o caminho da iluminação - é o que os mestres zen sempre chamaram de caminho sem caminho, porque ele não parece ser um caminho de jeito nenhum. Não pode se apresentar como um caminho; mas, apenas para facilitar a comunicação, nós o chamaremos arbitrariamente de segundo caminho. O segundo caminho não é parte do tempo, é parte da eternidade. Por isso, ele acontece instantaneamente; acontece no presente. Você não pode desejá-lo, não pode ambicioná-lo.

No primeiro caminho, o caminho falso, tudo é permitido. Você pode imaginar, pode desejar, pode ser ambicioso. Você pode mudar todos os seus desejos mundanos em desejos do outro mundo. É isso que as pessoas pretensamente religiosas fazem. Elas já não desejam dinheiro - estão fartas do dinheiro, cansadas dele, frustradas, entediadas - mas começaram a desejar Deus. O desejo persiste, apenas muda seu objeto. O dinheiro não é mais o objeto dos desejos; Deus é. O prazer não é mais o objeto dos desejos; a felicidade é. Mas que tipo de felicidade você imagina? Qualquer coisa que você imagine em nome da felicidade é apenas a sua ideia de prazer - talvez um pouco refinado, melhorado, sofisticado, mas não pode ser mais que isso.

As pessoas que para de desejar coisas mundanas começam a desejar o céu e os prazeres celestiais. Mas quais são eles? Aspectos ampliados dos mesmos velhos desejos;(...)

Mas com os desejos espirituais há um perigo ainda maior, porque eles são de outro mundo e para vê-los você precisa esperar até a morte. Eles se realizarão só após a morte; portanto você não pode se libertar deles em vida, não pode se libertar enquanto estiver vivo. E, para um homem que viveu de maneira inconsciente a vida toda, a morte será a culminação da inconsciência; ele morrerá inconsciente. Na morte também ele não será capaz de se desiludir. E a pessoa que morre na inconsciência nasce novamente na inconsciência. É um círculo vicioso; vai se repetindo sem cessar. E a pessoa que nasce na inconsciência irá repetir a mesma atitude que vem repetindo por milhões de vidas;

A menos que você se torne alerta e consciente em vida, a menos que você mude a qualidade de seu modo de viver, você não morrerá consciente. E só uma morte consciente pode levar você a um nascimento consciente; e então, uma vida muito mais consciente abrirá suas portas. (...)

Assim, o primeiro caminho não é realmente caminho, mas um engodo - um engodo muito tentador; Em primeiro lugar é a auto-cultivação. Não é contra o ego, mas enraizado no refinamento do ego. Procure refinar o ego de toda impureza, e ele se tornará um eu. O ego é como um diamante bruto: você vai cortando e polindo até ele se tornar um diamante muito precioso. Essa é a sua ideia de 'eu', que porém não é mais que o ego com um nome bonito, com um sabor espiritual adicionado. É o mesmo velho ego ilusório.

A própria ideia encerrada em ' eu sou' é errada. O todo é , Deus é - eu não sou. Ou existo eu, ou existe Deus, mas não podemos os dois existir - porque, se eu existo, então sou uma entidade separada. Então, tenho minha existência independente de Deus. Mas Deus simplesmente significa o total o todo.Como posso ser independente disso? Como posso ser separado disso? Se eu existo, destruo a própria ideia da totalidade. (...) A própria ideia de 'eu sou' é anti-espiritual.

E o que é a auto-cultivação? É um esforço para polir, um esforço para criar um caráter bonito, abandonar tudo o que é irresponsável e criar tudo o que for respeitável. É por isso que em diferentes países, diferentes coisas são cultivadas por pessoas espirituais - pessoas pretensamente espirituais. Depende da sociedade; o que a sociedade respeita será cultivado. (...)
Tudo o que a sociedade respeita passa a ser um alimento para o seu ego. E as pessoas estão prontas para fazer qualquer tolice. A única alegria é que isso trará respeitabilidade.(...)

Tente entender o paradoxo: é muito importante para a compreensão do espírito do zen.
Zen não é uma pista, não é um caminho. Por isso, é chamado de portão sem portão, caminho sem caminho, esforço sem esforço, ação sem ação. Empregam-se esses termos contraditórios para apontar para uma determinada verdade: a de que um caminho significa que há uma meta, e a meta tem que estar no futuro. Você está aqui, a meta é lá, e entre você e a meta é necessário um caminho, uma ponte, para unir os dois. A própria ideia de caminho significa que você ainda tem que chegar em casa, que aqui ainda não está em casa.

O segundo caminho - o caminho sem caminho, o caminho da iluminação - tem uma revelação totalmente diferente a fazer; uma declaração totalmente diferente e de imenso valor: que você já é o caminho. 'Ah, isso!' Não há lugar para onde ir, não há necessidade de ir. Não há ninguém a quem ir. Nós já somos iluminados. E só pode acontecer num instante - porque é uma questão de despertar.

Por exemplo, se você adormeceu e está sonhando ...pode sonhar que está na lua. Acha que, se alguém o acordar, você terá que voltar da lua? Levará tempo? Se você já chegou à lua, então terá que voltar, e isso levará tempo. A nave pode não estar disponível no momento. Pode não haver passagens disponíveis; a nave pode estar lotada. Mas você pode ser acordado porque é só um sonho estar na lua. Na verdade você está em sua cama, na sua casa: não foi a lugar algum. Só uma pequena sacudidela e de repente, você está de volta - de volta de seus sonhos.

O mundo é só um sonho. Não precisamos ir a lugar algum, sempre estivemos aqui: nós estamos aqui e vamos ficar aqui. Mas podemos adormecer e podemos sonhar. (...)
Todas as crenças são sonhos. Você não é o que acredita ser. Talvez você tenha sonhado há tanto tempo que os sonhos parecem quase realidade.

Então, a questão não é de auto-cultivação: a questão é de iluminação.
O zen acredita na iluminação súbita porque acredita que você já é iluminado; porém, uma certa situação é necessária para despertá-lo. Basta um pequeno alarme. Se você estiver levemente alerta, bastará um pequeno alarme, e você subitamente despertará. E todo o sonho com seus longos desejos, jornadas, reinos e montanhas, oceanos ...todos terão desaparecido num único instante."


Osho em O Homem que amava as gaivotas.

MAR DA VIDA



Quando as tempestades das inquietações humanas agitarem os mares por onde navega seu barco, persevere e confie, entregue seu leme nas mãos do maior Orientador de todos, interiorize-se, pois em seu coração existem instruções chegando a todo instante, tenha calma, cesse suas palavras e pensamentos para escutar a voz do Amor que se estabelece dentro da paz que você encontrou quando deixou de tentar governar-se e passou a lhe confiar toda sua existência.
          Em verdade, Sua Voz ecoa em todos os corações, porém, poucos possuem a confiança nela e preferem escutar suas próprias impressões, que inclusive muitas vezes se baseiam apenas em conceitos de certo e errado.
          Haverá dentro do homem uma estrela? Sim, e ele a poderá enxergar quando o céu de seu coração não estiver encoberto pela fumaça gerada pela fábrica dos pensamentos.
          Onde estará a estrela? Ela sempre estará lá, mas somente quando as fábricas pararem e passarem algum tempo desativadas é que a fumaça produzida se extinguirá e ela poderá ser percebida.
          Não dêem, no entanto, atenção às ondas ameaçadoras da ilusão, pois por maior que sejam, não tocarão seu eterno brilho, apenas poderão balançar o frágil barco de suas próprias imperfeições.
          Aprenda a confiar e seguir, assim o barco não lhe faltará, pois poderá voar por sobre as ondas de coração aberto.
          O sol de sua libertação mora dentro de você, mas somente quem perseverar irá sentir seu calor, que aquecerá sua paz interior, procure dentro de você a força para crescer, somente esta força poderá libertá-lo de todos os erros e pesares. Deus criou um único caminho que leva a Ele mesmo, e Ele está dentro de todos os seres; o homem, no entanto, criou muitos caminhos para discutir a superficialidade de seus conceitos.

          Escolha agora o caminho para dentro de si mesmo, e deixe de se afetar pelas ondas da ilusão, ou pela necessidade de seu barco, e confie somente no Pai-Mãe Criador, acreditando sempre na perfeição que o proveu de todo o necessário a seu atual estado evolutivo, propiciando sempre a bem-aventurança aos que procuram verdadeiramente por ela. Saiba que não existe maneira de agradar a seus próprios conceitos e estar seguindo em evolução, você pode esquecer tudo, menos do Pai-Mãe Criador, pois não existe vida sem Ele, mesmo que não percebamos.

Irmãos de Órion.
Mensagem recebida em 10/12/99.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O PESSIMISMO É UM CÂNCER DA ALMA



Você pode não ter dinheiro, mas, se for rico em bom senso, será um pai ou uma mãe brilhante. Se você contagiar seus filhos com seus sonhos e entusiasmo, a vida será enaltecida.

Se for um especialista em reclamar, se mostrar medo da vida, temor pelo amanhã, preocupações excessivas com doenças, estará paralisando a inteligência e a emoção deles.

Não seja um transmissor de "mazelas psíquicas" aos seus filhos, netos e bisnetos...

Demonstre força e segurança aos seus filhos.

Diga frequentemente à eles:

"A verdadeira liberdade está dentro de você.",

"Não seja frágil diante das suas preocupações!",

"Enfrente as suas manias e ansiedade",

"Opte por ser livre!"

Cada pensamento negativo deve ser combatido, para não ser registrado (pela mente).

O verdadeiro otimismo é construído pelo enfrentamento dos problemas e não pela sua negação.

Os otimistas têm menos chances de ter doenças emocionais e psicossomáticas.

O pessimismo é um câncer da alma.

Muitos pais são vendedores de pessimismo ao transmitirem para seus filhos um futuro sombrio.

Tudo lhes é difícil e perigoso. Estão preparando os filhos para temer a vida, fechar-se num casulo, viver sem poesia...

Nutra seu filho de otimismo sólido!

Não devemos formar super-homens, como preconiza Nietzche.

Pais brilhantes não formam heróis, mas seres humanos que conhecem seus limites e sua força.

Augusto Cury

domingo, 4 de janeiro de 2015

SEM JULGAMENTO...


Já notaram como temos a mania de classificar as coisas de boas ou ruins e de congelar essa classificação, fazendo com que criemos a falsa expectativa que aquelas coisas serão totalmente boas ou totalmente ruins para sempre... Quase nunca damos espaço para o caminho do meio... quase nunca nos lembramos que nada é totalmente bom ou totalmente ruim e que tudo tem os dois lados... que tudo está mudando o tempo todo e, principalmente, quase nunca nos lembramos que nos ligarmos nesses conceitos de bom ou ruim só nos prende cada vez mais à dualidade... e a ter que nos defender...
Além, é claro, de nos dificultar estar no presente...

Nos esquecemos que o presente é novo e nele cabem todas as possibilidades... se estamos armados de expectativas e de julgamentos... o presente passa cada vez mais longe.

Quando aceitamos as coisas... as pessoas... a vida... como elas se apresentam no momento, ampliamos em muito as nossas possibilidades de felicidade.
Olhamos para tudo com naturalidade e escolhemos o que queremos viver, sem julgar que é bom ou ruim... Quantas vezes o bom já virou ruim e vice-versa, conforme o nosso momento... e quantas vezes já vimos o quão equivocados podem ser nossos julgamentos, porque nessa realidade de terceira dimensão a nossa visão é muito limitada e nunca vemos o quadro todo. Nossos julgamentos são parciais porque só vemos uma parte da situação.
Quantas e quantas vezes já nos arrependemos dos nossos julgamentos e percebemos como estávamos equivocados, quando alguma coisa se esclarece e podemos ver de outro ponto de vista.

Atraímos aquilo que estamos em sintonia... se atraímos coisas que não gostamos, elas não estão só fora da gente, e tentar mudar o exterior não funciona... Se não gostamos do que estamos atraindo para nossa vida, o primeiro passo é a aceitação de que somos responsáveis por aquilo...
Sem julgamentos de que eu sou bom e o outro é ruim, porque entendemos que tudo está dentro, fica mais fácil nos afastarmos da incômoda posição de vítimas, que nos prende em queixas e reclamações infindáveis e não leva a lugar nenhum... só nos tira energia e alimenta a nossa auto piedade.

Nossas escolhas são, na maior parte da vezes, baseadas em julgamentos... nossos ou do outro... e nem sempre nos fazem felizes...
Mas... existe uma fórmula mágica de fazer escolhas que nos afasta dos julgamentos equivocados baseados na razão e na nossa visão limitada e que nos proporciona um caminhar mais feliz... uma fórmula que não leva em conta a nossa classificação de bom ou ruim, fácil ou difícil...
Essa fórmula é seguirmos o nosso coração... Em vez de ficarmos nos infindáveis julgamentos e dúvidas entre o que será melhor ou pior... podemos transcender isso tudo ao estabelecermos uma conexão cada vez mais íntima com o nosso coração... com a nossa intuição...
Em cada um de nós existe uma "Parte que Sabe"... que tem uma visão ampla e uma sabedoria que está além do tempo linear... muito além do que podemos alcançar com nossos cinco sentidos...

Escutar e seguir o coração é como dançar com a vida em perfeita sintonia, uma dança cuja melodia pode se revelar inesperada, mas, tão harmoniosa que nos dá a certeza que o Universo é o Maestro...


Texto de Rubia A. Dantés

SINTONIA E VIBRAÇÃO...


Imaginemos alguém que, com um perfume muito forte, permanece determinado tempo em ambiente fechado. A fragrância do seu perfume irá se espalhar pelo ambiente, que ficará impregnado, durante algum tempo, com o odor característico. Da mesma forma, o resultado do que pensamos e sentimos, fica indelevelmente plasmado naqueles ambientes que mais costumamos freqüentar. Assim, os nossos lares, os ambientes de trabalho, os locais onde se realizam cultos religiosos e de outros tipos, ficam com suas atmosferas marcadas pelas formas-sentimento e formas-pensamento que comumente ali são expressadas.


Quem penetrar em um desses ambientes, inconscientemente ou não, se sentirá inclinado a sintonizar-se psiquicamente com as vibrações ali caracterizadas, sejam agradáveis ou desagradáveis. Por outro lado, se alguém com um perfume muito forte nos abraça, inevitavelmente herdaremos o odor que dessa pessoa é emanado, seja ele prazeiroso ou não. Da mesma forma que o perfume alheio nos invade a atmosfera pessoal, as vibrações espirituais de quem nos abraça também nos invadem a organização íntima, nem que essa troca energética se processe - e também se conclua - em poucos segundos, tempo necessário para que as defesas energéticas da aura administrem a invasão energética. Em resumo, estamos sempre marcando, com a "nossa fragrância espiritual", as pessoas e os ambientes com os quais convivemos e, ao mesmo tempo, recebendo a suas influências.


Quando e se, as nossas defesas espirituais estiverem em boa forma, assimilaremos apenas o que nos for positivo e rechaçaremos o que não for. Esse processo é inconsciente, como também o é o da defesa orgânica que os anticorpos promovem em nosso corpo, sempre que necessário. É tudo tão rápido que o cérebro físico-transitório não dá conta, apesar de ser ele que administra todo o processo, como também o faz, a nossa mente espiritual, quando o caso se relaciona com as vibrações de terceiros que nos invadem o espírito.


É importante perceber que, uma simples troca de olhares, um aperto de mão, um abraço, uma relação sexual, por exemplo, são situações em que a troca energética acontece, independentemente de querermos ou não. Quando a nossa resultante de defesa vibratória é positiva - normalmente assim o é nas pessoas que tem bom ânimo, não se deixam entristecer pelos fatos, são disciplinados no campo da oração e/ou meditação etc. - pouco nos invade a energia alheia, se isto for nos servir de transtorno ao nosso equilíbrio energético.


Ao contrário, se estivermos em baixa condição de defesa energética, tal qual um prato de alimento estragado que inapelavelmente irá causar 'estragos" no nosso organismo, a energia deletéria alheia nos desarmonizará durante pouco ou muito tempo, conforme for a nossa capacidade psiquica-espiritual em restabelecer o equilíbrio que nos caracteriza, seja ele de que nível for.


As crianças pequenas que sequer andam, normalmente tem energia passiva, e sofrem um bocado quando ficam "passando de braço em braço", recebendo verdadeiras descargas energéticas que normalmente lhes causam desequilíbrios de toda ordem. Se os pais terrenos disso soubessem, outras seriam as suas posturas em relação a permitirem que seus filhos andem de "braço em braço". Portanto, estamos a todo momento, trocando energia com as pessoas e com os ambientes que nos rodeiam. O equilíbrio - leia-se, saúde espiritual - de cada um, é o único antídoto a impedir que as vibrações negativas, alheias à nossa organização espiritual, penetrem no nosso íntimo. Saber conviver sem sintonizar com a energia de terceiros é postura que somente os mestres de si mesmos conseguem plasmar na difícil coexistência com os demais. Ao contrário, se a toda hora temos a sensibilidade pessoal invadida por problemas e influências de outras pessoas e/ou situações, ficamos sempre à mercê dos "outros nos deixarem" ficar em paz.


Assim, a nossa paz íntima dependerá dos outros, jamais de nós próprios; o nosso controle será sempre refém do descontrole alheio; a nossa fragrância espiritual estará sempre mesclada com a dos outros; enfim, dificilmente conseguiremos ser donos de nossa própria vida. Se pretendemos ser os arquitetos e atores da nossa própria caminhada evolutiva é mister que cuidemos do nosso equilíbrio espiritual, escolhendo quando e como sintonizar com as vibrações alheias, seja em uma conversa, em um convívio mais íntimo, numa palestra, enfim, numa simples leitura, como é o caso que ora ocorre, pois, até o que lemos pode nos ser motivo de enriquecimento ou de desarmonia interior, já que é vibração que nos penetra a alma. Lembremo-nos de que: a soberania espiritual passa necessariamente pelo controle das emoções; a saúde do nosso corpo dependerá da qualidade do que nos alimentamos; o equilíbrio do nosso espírito depende e, em muito, do que nos permitimos sintonizar, através dos sentidos. Afinal, se a massa e energia são aspectos de um mesmo padrão existencial, sintonia e vibração formam o elo entre toda a massa e energia que existe, independente das formas transitórias que venham a assumir. Melhoremos a nossa vibração pessoal e eduquemos os nossos padrões de sintonia. Isto feito, estaremos despertando no nosso íntimo, a grande herança que recebemos do Pai Celestial.

Jan Val Ellam

Livros: "Queda e Ascensão Espiritual

AME-SE!



Somos os nossos maiores críticos e quase sempre os maiores inimigos dos nossos erros.
Perdoamos o mundo, mas não nos perdoamos.
Aconselhamos a todos e não temos um bom conselho para nós mesmos.
Tempos piedade até do desconhecido, mas não temos misericórdia das nossas faltas.
Levantamos e andamos quilômetros para ajudar alguém,
e as vezes, não saímos da cama para resolver nossos problemas.

Nossas emoções pedem atenção redobrada.
Nossa carência, implora um minuto de relaxamento, de afago.
Não nos fazemos o carinho devido.
Não falamos de amor com a nossa alma, não nos amamos…
Assim, vamos precisando de mais atenção dos outros.
Entregamos a nossa vida e nossas decisões em outras mãos.
E o resultado é quase sempre uma dor, uma frustração.
E quem sofre?
É o nosso coração.

Olhe para dentro de você e examine-se!
Tenha coragem de assumir o amor maluco que brota ai dentro.
Tenha força para gritar que deseja amar e ser amado de verdade.
Não desista da procura, do encontro, da escalada, da descida.
E na subida, não se esqueça de quem ficou lá embaixo.
Porque o amor é um grande riacho,
pedindo espaço no seu desvario.
Ele que era um fio de água, quer ser rio.
E pede para você que sonha com o mar.
Nunca, em nenhum momento, deixe de amar...


Paulo Roberto Gaefke

APRENDA A SER CONFIANTE ...


É importante compreender que existem coisas na vida que são incontroláveis. Vamos supor que você tenha um problema que não consegue resolver. De repente, se vê num estado de medo, impotência e estresse. Nessa hora, o melhor caminho é relaxar e jogar essa sua questão nas mãos da luz Infinita, ela proporcionará uma solução. Basta confiar na luz e sua vida com certeza fluirá.

Não adianta se preocupar nem ficar querendo controlar a tudo e a todos. Aliás, querer controlar a vida é um dos grandes erros da humanidade. Nada e nem ninguém é controlável, mas a gente resiste a essa ideia. Muitos pais tentam controlar os filhos. À medida que crescem, eles começam a mentir, enganar. Ou seja, se fecham como forma de defesa, e se afastam.

Você já reparou na diferença entre querer controlar e influenciar? Influenciar é uma proposta mais aberta, menos invasiva, que consiste em passar determinados valores sem aquela conduta doentia de querer ordenar.

Diante de imposições, qualquer um se sente reprimido, sem luz e alma para agir com liberdade. Controlar é um conceito que não funciona na educação, e muito menos no convívio. Observe o casamento. Quando o marido ou a mulher tentam dominar um ao outro, o amor vai embora e os dois se afastam. A mesma coisa posso dizer em relação ao apego. Se você é apegada, não tem luz. Volto a dizer: ninguém é de ninguém.

Gostar não é prender, é soltar. Naturalmente a gente procura pessoas que nos deixam à vontade. Chega a ser interessante: você deixa o indivíduo tão confortável, porque não quer dominá–lo, e ele se sente tão bem que a procura. Ele gosta de você sem esforço. A grande conquista é estar em si, na própria luz. Assim, o amor, o carinho e o bem vem.

Aprendi a não me envolver com as pessoas e os ambientes. Se você gosta de alguém, não pode se envolver a ponto de sofrer com os problemas dessa pessoa. Não preciso passar por uma coisa ruim para ajudá-la. Isso não é inteligente! Em vez disso, jogo luz na pessoa. A alma dela é que vai identificar o melhor caminho a seguir. Para que tentar controlar uma situação que não me pertence? A luz fala por si! Confie e se entregue a ela e tudo funcionará ao seu redor.

Luiz Gasparetto


APRENDA COMO SE PERDOAR



"É possível que duas pessoas num relacionamento sejam más uma para com a outra?" Sim, isso é o que está acontecendo por todo o mundo. Ser bom é muito difícil. Você não é bom nem para si mesmo!

Como você pode ser bom para outra pessoa? Você nem mesmo ama a si próprio! Como você pode amar outra pessoa? Ame a si mesmo, seja bom para si mesmo.

Os seus assim chamados santos têm lhe ensinado a nunca amar a si mesmo, a nunca ser bom para si mesmo. Seja duro consigo mesmo! Eles têm lhe ensinado a ser delicado para com os outros e duro para consigo mesmo. Isso é um absurdo.

Eu lhe ensino que a primeira e mais importante coisa é ser amoroso para consigo mesmo. Não seja duro; seja delicado. Cuide de si mesmo. Aprenda como se perdoar, cada vez mais e novamente; sete vezes, setenta e sete vezes, setecentos e setenta e sete vezes. Aprenda como perdoar a si próprio. Não seja duro; não seja hostil consigo mesmo. Assim você irá florescer.

Nesse florescimento você atrairá alguma outra flor. Isso é natural. Pedras atraem pedras; flores atraem flores. Assim há um relacionamento que possui graça, que possui beleza, que possui uma bênção nele.

Se você puder achar um relacionamento assim, seu relacionamento crescerá para uma oração; seu amor se tornará um êxtase e através do amor você conhecerá o que é o divino.


Osho

DEZ DICAS PARA VIVER MELHOR



1. Desafie o medo: Fuja do que é confortável. Esqueça a segurança. Viva no lugar onde você tem medo de viver. Destrua sua reputação. Seja notório.

2 . Seja corajoso: Não se contente com as histórias que vieram antes de você. Desvende seu próprio mito.

3. Seja grato: Use a gratidão como uma capa e ela preencherá todos os buracos de sua vida.

4 . Aja: Por que eu deveria ficar no fundo de um poço, se eu tenho uma corda forte em minhas mãos?

5. Tenha fé: À medida que você começar caminhar, aparece o caminho.

6. Abrace contratempos: Se você fica irritado com cada atrito, como você vai ser lapidado?

7. Olhe para dentro: A sua tarefa não é buscar o amor, mas apenas procurar e encontrar todas as barreiras dentro de si mesmo, que você construiu para se proteger contra o amor.

8. Aprenda com o sofrimento: A ferida é o lugar por onde a luz entra em você.

9. Não se preocupe com o que os outros pensam de você: Eu quero cantar como os pássaros cantam , não me preocupar com quem ouve ou o que eles pensam .

10. Faça o que você ama: Deixe-se ser atraído pela força pungente do que você realmente ama.


Rumi

SOBRE O TER RAZÃO



"Por que você liga tanto para coisas que não deveriam incomodar?

Por que temos esse estranho jeito de querer resolver tudo?

As vezes até o que não é do nosso meio, nem da nossa capacidade.

Nos perdemos em discussões tolas,
esforços em vão, suor a toa.

Para o nada…

Perdemos um tempão com coisas bobas, brigas tolas.

Discutimos muito para saber quem tem razão.

Lógico que, querendo sempre ter a razão.

E assim, perdemos tempo precioso,
perdemos amigos, amores, conhecidos.

Tudo porque queremos ter a razão,
reafirmar que somos “superiores”.

O que realmente importa é fazer o que nos faz bem
e que pode ser repartido, compartilhado, dividido com outros.

Não perca saúde, alegria, vida e amigos discutindo o vazio.

Melhor é ter emoção, coração do que razão.

A razão passa, se perde.

A emoção pode ser eterna."



Paulo Roberto Gaefke

A SALVAÇÃO ESTÁ NO AGORA



Muitas pessoas buscam prazeres físicos, ou formas variadas de gratificação psicológica, porque acreditam que essas coisas trazem felicidade ou as libertam de uma sensação de medo ou de falta de alguma coisa. A felicidade é vista como uma sensação intensa de vivacidade obtida através do prazer físico, ou como uma sensação de um eu interior mais firme ou mais completo, obtida através de alguma forma de gratificação psicológica. Essa é uma busca de salvação que tem origem num estado de insatisfação ou de insuficiência de alguma coisa. Invariavelmente, a satisfação conseguida dessa maneira tem curta duração e, assim, a condição de satisfação ou plenitude é geralmente projetada, mais uma vez, sobre um ponto imaginário, distante do aqui e agora. “Quando eu conseguir isto ou me livrar daquilo, vou estar bem”. Essa é uma disposição mental inconsciente, que cria a ilusão de salvação no futuro.

A verdadeira salvação é satisfação, paz, vida em toda a sua plenitude. É ser quem somos, sentir dentro de nós o bem que não tem opositores, a alegria do Ser que não depende de nada que esteja fora de nós. Não é sentida como uma experiência passageira, mas como uma presença permanente. Na linguagem dos que creem em Deus é “conhecer Deus”, não como algo externo a nós, mas sim como a nossa essência mais profunda. A verdadeira salvação consiste em conhecermos a nós mesmos como parte inseparável da Vida Única, livre do tempo e da forma, de onde se origina tudo o que existe.

A verdadeira salvação é um estado de liberdade, do medo, do sofrimento, de uma sensação de insuficiência e de falta de alguma coisa e, portanto, de todos os desejos, necessidades, cobiça e dependência. É libertar-se do pensamento compulsivo, da negatividade e, acima de tudo, do passado e do futuro como uma necessidade psicológica. A nossa mente está dizendo que, do jeito que as coisas estão agora, não vamos conseguir chegar lá. Tem de acontecer alguma coisa, ou temos de nos tornar isso ou aquilo. Ela está dizendo, na verdade, que precisamos do tempo, que precisamos encontrar, negociar, fazer, conseguir, adquirir, compreender ou nos tornar alguém, antes de nos sentirmos livres e satisfeitos. Vemos o tempo como um meio de salvação, quando, na verdade, ele é o grande obstáculo para a salvação. Imaginamos que não podemos chegar lá a partir do ponto em que estamos ou de quem somos neste momento, porque não nos sentimos ainda completos ou bons o bastante. Mas a verdade é que o aqui e agora é o único ponto de partida para poder chegar lá. “Chegamos” lá ao perceber que já estamos lá. Encontramos Deus no momento em que descobrimos que não precisamos procurar Deus. Portanto, não existe apenas um caminho para a salvação. Várias circunstâncias podem ser usadas, não é necessário uma em particular. Entretanto, só existe um ponto de acesso: o Aqui e Agora. Não existe salvação longe deste momento. Você está só, sem uma companhia? Acesse o Aqui e Agora a partir da sua solidão. Você tem um relacionamento? Acesse o Aqui e Agora a partir desse relacionamento.

Não existe nada que possamos fazer, ou obter, que nos aproxime mais da salvação do que o momento presente. Não podemos fazer isso no futuro. Ou fazemos agora ou simplesmente não fazemos.


Eckhart Tolle